Sirimar e Marlene Pantaroto
Falar do Lar Espírita Vinha de Luz é, para mim, muito mais do que recordar uma instituição.
É recordar meio século de nossas vidas.
Eu e minha querida esposa, Marlene, tivemos a felicidade e a oportunidade de caminhar por muitos anos junto ao Vinha, procurando colaborar, dentro de nossas possibilidades, com aquilo que acreditávamos ser sua missão.
Durante essa longa caminhada, participamos de diferentes áreas de trabalho: Assistência Social, área Doutrinária e atividades Administrativas. Cada uma delas nos proporcionou experiências, ensinamentos e, principalmente, a convivência com pessoas que passaram a fazer parte da nossa história.
Foram cinco décadas de trabalho, de dedicação e de aprendizado. Anos em que pudemos testemunhar alegrias, dificuldades, transfonnações e conquistas. Anos em que muitas pessoas chegaram ao Vinha em busca de auxílio e encontraram acolhimento, orientação, fraternidade e esperança.
Na Assistência Social, aprendemos que um pequeno gesto pode representar muito para quem necessita. Na atividade Doutrinária, encontramos ensinamentos que nos ajudaram a compreender melhor a vida e a nós mesmos. E, no trabalho Administrativo, aprendemos que também é preciso organização, responsabilidade e dedicação para que uma instituição possa cumprir sua finalidade.
Mas, acima de tudo, aprendemos que nenhuma tarefa é maior ou menor quando realizada com amor.
Ao lado da Marlene, compartilhamos essa caminhada. Cada um a sua maneira, com suas possibilidades e seus limites, procurou contribuir para que o Vinha continuasse sendo uma casa de acolhimento e fraternidade.
Hoje, depois de tantos anos, percebo que talvez tenhamos ido ao Vinha pensando que estávamos apenas oferecendo nosso trabalho. Mas recebemos muito mais do que oferecemos.
Recebemos amizades, experiências, ensinamentos, carinho e oportunidades de servir. Recebemos momentos que ficaram guardados em nossa memória e, principalmente, a certeza de que vale a pena dedicar uma parte de nossa vida ao bem do próximo.
Por isso, quando penso no Vinha, não penso apenas nas paredes, nas salas, nas reuniões ou nas atividades. Penso nas pessoas. Penso nos companheiros de caminhada, nos trabalhadores, nas famílias assistidas, nos amigos que partiram e naqueles que continuam conosco. Penso nas muitas histórias que se cruzaram naquele espaço e que, de alguma forma, ajudaram a construir a história do Vinha.
E penso também em mim e na Marlene, olhando para trás e reconhecendo que o Vinha faz parte da nossa própria história de vida.
Talvez seja por isso que eu o chame, com tanto carinho, de: "MEU QUERIDO VINHA".
Mas hoje compreendo que seria mais justo dizer: "NOSSO QUERIDO VINHA".
Porque essa história não é somente minha. É nossa.
Marlene e eu tivemoso privilégio de dedicar 50 anos de nossas vidas a essa casa. E, se alguma pequena parcela de nosso trabalho pôde contribuir para o bem de alguém, então todo o esforço valeu a pena.
Nós ajudamos a construir um pouco da história do Vinha, mas o Vinha, sem dúvida, ajudou a construir muito da nossa história.
Por isso, nossa palavra hoje e sempre será uma só: "GRATIDÃO".
Gratidão a Deus pela oportunidade de servir. Gratidão ao Vinha pelos ensinamentos. Gratidão aos companheiros de caminhada.
E gratidão a todas as pessoas que, durante esses 50 anos, fizeram parte dessa história que guardaremos para sempre em nossos corações.
"Meu querido Vinha ... Nosso querido Vinha".
Que a luz que inspirou seu nome continue iluminando seus caminhos e que as novas gerações possam levar adiante os ideais de fraternidade, caridade, trabalho e amor ao próximo.
Com carinho e profunda gratidão.
Marlene e Sirimar
Jundiaí, 10 de setembro de 2026.