PALAVRAS DE CONFRADES

O Espírita e a crise moral do País

 

Atravessa o Brasil uma quadra de grandes transformações, pelo seu aspecto moral, originado no descompasso entre o que se diz e o que se faz. Diariamente os noticiosos nos trazem escândalos os mais variados, envolvendo pessoas comuns, exercitando o seu livre arbítrio em atitudes até desvairadas. Ou envolvendo “Pessoas importantes” no cenário público, também exercitando o seu livre arbítrio em atitudes também desvairadas. E ambas as ocorrências, fatos, na coluna policial das mídias.

As notícias das ocorrências das pessoas comuns, retratam uma violência raramente vista anteriormente. Assassinatos, estupros, assaltos, enfim um rol de acontecimentos momentosos e chocantes, gerando mais pena e compaixão pelos envolvidos, do que ira, revolta. São Espíritos ainda endurecidos, a maioria ainda sem saber o que são, diante da espiritualidade.

Já em relação às ocorrências envolvendo as “Pessoas Importantes”, elas estão ultrapassando, e muito, o limite da indignação, adentrando aos níveis da revolta, e até, aos menos avisados, à geração de sentimentos de ódio. Esses Espíritos, tem se mostrado intelectualizados, pois o grau de sofisticação dos crimes cometidos é de espantar. São Espíritos que têm conhecimento da responsabilidade que a função exercida exige. Sabem que um desvio de conduta por sua parte, leva sofrimento e dor a milhares de pessoas, pois que são dependentes do amparo dos órgãos onde essas pessoas trabalham. Esses Espíritos também ainda não sabem o que são diante da espiritualidade, embora tenham tido formação escolar que poderia ter lhes proporcionado conhecimentos tais.

Em ambos os casos, nota-se a presença da Providência Divina, a conduzir da melhor forma possível a aplicação da lei, conforme se exige, utilizando pessoas, cujos labores e dedicação, têm mostrado resultados positivos e levados a bom termo as investigações desenvolvidas. E, colocando no banco dos réus os culpados, condenando-os e colocando-os na prisão.

E nós Espíritas, onde entramos nessa situação caótica que vive nosso Brasil?

A posição que devemos assumir é a de raciocínio constante sobre o que é noticiado, com objetivo de não sermos enganados por notícias falsas. Pedir, ardentemente, e com todo nosso coração, à Providência Divina, que continue a inspirar os homens da Justiça, para que não errem, e consigam realizar a sua aplicação em toda a sua integralidade. Compete a nós Espíritas, mantermos nossa serenidade, seja pelo conhecimento de que tudo aquilo que possuímos, de bens materiais, é apenas um empréstimo da Providência Divina, para desempenharmos determinadas tarefas na reencarnação, seja pelo conhecimento de que a evolução de todos nós passa por situações dolorosas, para nosso amadurecimento. Serenidade e oração, para podermos ajudar a manter o país, durante essas mudanças, tão necessárias, fora de um derramamento de sangue.  E, nas próximas eleições, escolhermos melhores pessoas, candidatos, para que a modificação que ora ocorre, necessária, e almejada pela Espiritualidade, possa permanecer.

Não nos esqueçamos que

“JESUS não nos chamou para exercer a função de palmatória na instituição universal do Evangelho, e, sim, foi categórico ao afirmar OS MEUS DISCÍPULOS SERÃO CONHECIDOS POR MUITO SE AMAREM” .

Achilles Romanato Pandini

Jundiaí, 10 de setembro de 2016.

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