Amigos
irmãos!
Um senhor de
meia idade, de vestimenta simples e coloquial, tinha consigo um chapéu e uma
maleta constante em sua caminhada. Tinha o costume de tempos em tempos, visitar
a fazenda de uma bela senhora. Esta, era dócil e tinha muitos predicados.
Ajudava a todos e possuía um semblante generoso. Porém, seus dias eram
difíceis. Desafios avassaladores e tormentas que lhe perturbavam sono e a
rotina.
Certa vez,
após perder o marido de morte subida, em choque orou a Deus pedindo amparo.
Dias depois, esse homem, o caixeiro viajante bateu em sua casa pedindo um copo
de água e um prato de alimento. A senhora, apesar de triste e ressabiada,
acolheu e ainda se interessou pela sua mala. Humildemente o senhor explicou
seus afazeres e ofereceu a ela o Evangelho de Deus. Essa aceitou a oferta e
assim uma linda amizade nasceu naquela visita.
Anos depois, essa mesma senhora perdeu o filho mais velho. Orou a Deus e dias depois seu
amigo viajante novamente em sua porta bateu. Dessa vez ofertou a ela um livro
de contos, onde muitos deles traziam ensinamentos de força e coragem.
Renovada
suas energias, exemplificando sempre a todos que a rodeavam, mais um feito lhe
perturbou a alma. Dessa vez a tempestade lhe leva muito do seu plantio e
alimento de toda uma região. Devastada, orou a Deus e mais uma vez, dias
depois, o senhor viajante lhe bate à porta.
Após muito
lamentar e chorar, o irmão disse à senhora que mantivesse mais uma vez o
equilíbrio, pois sem ele a ordem não voltaria.
Então, ao
partir, deixou em sua mesa uma caixa. A senhora ao perceber a caixa sobre seu
móvel, correu atrás de seu amigo para lhe devolver o objeto. Vendo-o virar a
esquina, o chamou várias vezes, mas ele não respondeu. Ao chegar na esquina que
ele havia virado, ela percebeu que nada ali existia. Não havia ninguém. Ele
tinha desaparecido.
Assustada e
pensativa, retornou ao seu lar e abriu a caixa esquecida. Uma luz parecia
emergir, um cheiro apaziguador de flores do campo e quatro palavras e uma frase
escritas em um papel.
Força,
coragem, esperança e amor.
Eu sou o fim
para os homens da Terra, mas na verdade sou a vida eterna criada por Deus.
Lar Espírita Vinha de Luz — Psicografia recebida em Março de 2026 — “Autor desconhecido”